O videogame é uma forma de arte?

Há muito tempo o videogame deixou de visto como um simples passatempo para crianças. Os jogos têm ganhado novos cenários, enredos, qualidade de imagem, sensações trazidas pela realidade virtual e com isso ganharam a admiração também dos adultos. Atualmente os games têm uma visibilidade tão grande que é estudado em universidades, utilizado por atletas e até visto por muitos como uma forma de arte.

Porque definir videogame como arte?

A origem da palavra Arte vem do latim ars, artis, que significa ‘maneira de ser ou de agir, habilidade natural ou adquirida, arte, conhecimento técnico’.

Por definição, a Arte é uma atividade humana que pode ser expressada de várias maneiras: na dança, na pintura, na escultura, na música, na fotografia, entre tantas outras formas.

Nestes contextos, o videogame, que utiliza conhecimento técnico e reúne diversas destas formas de expressões citadas, pode sim ser considerado uma forma de arte.

A definição de arte muda e se amplia com o passar do tempo, hoje a arte já abrange várias formas de expressões que não eram reconhecidas no passado e certamente ainda não abrange muitas outras que irão surgir ou se expandir com o tempo, como aconteceu com o videogame.

Qualidade dos jogos

Os jogos atualmente são compostos de coletâneas de imagens em alta definição que aumentam o envolvimento do jogador no objetivo de passar de fases, com estímulo aos sentidos, emoções, cultura e intelecto, tornando a ação o mais real possível. 

Como não considerar o videogame uma arte se o  cenário, a música, a caracterização do personagem, até o mínimo detalhe de design são escolhidos por profissionais qualificados para tornar o jogo uma experiência muito além de apertar ágil e habilidosamente botões?

O videogame permite que o jogador não seja um simples apreciador da beleza mas também co-autor, uma vez que ele se identifica no seu personagem e interage com a trama e o meio.  É como estar dentro da tela praticando de fato aquelas ações.

Conhecimento Cultural

Muitos jogos ainda estimulam a cultura trazendo contextos históricos, da época medieval, revolução francesa, as guerras mundiais ou até mesmo cenários perfeitamente idênticos a cidades como Veneza, Nova York, Lisboa e Rio de Janeiro, locais que talvez o jogador nunca venha a conhecer pessoalmente mas que guardará na lembrança pela experiência vivida no game.

Visões distintas

Os altos pixels, gráficos 3D, a realidade aumentada graças à dispositivos VR e a trilha sonora apurada certamente estimulam muito o reconhecimento do videogame como forma de arte, mas a discussão ainda é grande.

O Museu de Arte Moderna de Nova Iorque, em 2013, já considerava o videogame como uma forma de arte, tanto que fez uma exposição de mostrava imagens de 14 jogos eletrônicos. Já em 2014 a revista britânica The Spectator diz expressamente que jogos não são formas de arte, provando que o tema ainda é controverso.

O fato é que discussão ainda vai longe mas a ideia de game ser uma forma de arte vem aumentando e alguns cenários dos jogos são tão bonitos que já ganharam moldura e um espaço na sala de muitos modernistas.